No último sábado, 24 de maio de 2025. O tempo, que tantas vezes se apressava ou se arrastava sem cerimônia, fez uma pausa. Um suspiro, talvez. E nesse instante suspenso, ele emoldurou o que seria, sem dúvida, o dia mais feliz de minha vida: meu casamento com Mônica. Minha Mônica Maria Marques Matias.
Foi na Capela de Nossa Senhora das Graças, a Capela do Abrigo, um lugar que já respirava uma certa calma, que nossos destinos se encontraram. Não foi um encontro ruidoso, mas uma melodia suave, quase um murmúrio, de promessas que, de alguma forma, já estavam escritas.
Havia emoção no ar. Um mar de sentimentos, sim, que se espalhava pelos bancos, subia pelas paredes. E, por sobre tudo, a pureza de Nossa Senhora parecia abençoar cada juramento, cada troca de olhar. Uma espécie de selo divino sobre o nosso "sim".
Aquele dia foi um presente, daqueles que chegam embrulhados em luz e em abraços. Tecido com a presença calorosa de amigos, alguns de longa data, outros mais recentes, mas todos ali, inteiros.
E, claro, a cumplicidade de familiares, daqueles que nos conhecem de trás para frente, com nossas manias e virtudes. E a lealdade de camaradas, que compartilharam risos e alguns perrengues. Todos testemunhas da beleza de um começo.
Cada detalhe daquele sábado, por menor que fosse, parecia um verso. Um verso que se encaixava no anterior, e no que vinha depois. Esses versos compuseram uma sinfonia. Uma sinfonia perfeita, de alguma forma, que anunciava o que desejaríamos para a nossa vida a dois.
E a alma, ah, a alma transborda. Transborda de gratidão a Deus. Por quê? Por ter, com uma delicadeza quase inacreditável, entrelaçado nossos caminhos. Um mistério, sim, mas um mistério bendito.
Lembro-me com a clareza de um sonho — ou seria uma lembrança mais vívida que um sonho? — do 23 de junho de 2024. Ah, aquele dia. O cupido, esse sujeito atrevido, fez seu voo certeiro.
A flecha. Ela atingiu meu coração. E a solidão, que até então pairava como uma névoa insistente, daquelas que grudam na pele, dissipou-se. Sim, dissipou-se. E para nunca mais voltar.

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Meu amor, que texto lindo, fiquei emocionada 🥹🥹🥹
ResponderExcluirEu escrevi emocionado (:
ExcluirTe amo!!!
ResponderExcluirTe amo, bebezinha!
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